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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Absurdo

A senhorinha de 70 e mais anos conta à amiga, no ônibus: "veja o absurdo, agora fui desligada do plano de saúde, porque fiz muitos abortos... Minha filha está indignada, será que eles pensam que ela ainda vai ter um irmãozinho???"
-- Mas, abortos?? pergunta a amiga.
-- Sim, eu fiz mesmo. Mas foi em 1962!!! Qual o risco que eles correm agora? E pior, paguei sete meses do plano, não fiz sequer uma consulta, e não querem me devolver o dinheiro! Minha filha já está indo pro Juizado...

-- x --

Prescrição é, a muito grosso modo, um instituto do Estado Democrático de Direito que restringe no tempo a possibilidade de o Estado -- e somente o Estado -- punir quem comete um crime.

A Constituição brasileira somente estabelece dois crimes como sendo imprescritíveis, isto é, que podem vir a ser punidos independentemente do tempo que tenha passado desde que ocorreram. A saber, "racismo" e "ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático". Todos os outros crimes prescrevem depois de algum tempo, conforme o caso. A partir de então, é como se não tivessem ocorrido.

Para o aborto, nas circunstâncias em que for considerado crime (pois há casos em que não é), há decisões judiciais estabelecendo a prescrição após oito anos.

-- x --

Acho que ouvi a senhorinha mencionar Clinipão, ou something like that.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010

WTF?


Atualizado em 13/07: Leia neste link a análise dos especialistas:

"... a primeira impressão (...) ao ver o desenho – compartilhada por outros artistas gráficos (...) – foi de uma mão levada ao rosto “num gesto de tristeza e vergonha”. “Por perder a Copa de novo em casa?”
KKKKKK!!!!!

Atualizado em 18/07, por merecimento:

domingo, 7 de março de 2010

Bem dito.

"O que nós somos pode explicar os erros que cometemos, mas não justificá-los. Sou impulsivo, apressado, cáustico? Ok, todos temos características que podem ser desagradáveis conforme a situação. Mas que tal aprender a se controlar um pouco? Ser chato e desagradável não é pecado, mas bem que merecia ser."

Marleth Silva, jornalista, aqui.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A imprensa que frustra

O assunto agora é jornalismo, e embora há muito tempo afastado dessas lides vou dar um pitaco no que hoje eu entendo um pouquinho: a "grande" imprensa dedicou só 12 linhas ao assunto dos explosivos encontrados em Curitiba, embora tenha destacado 2 "repórteres" para a "investigação", assim entre aspas mesmo.

Parece que sou mais curioso do que os pauteiros/repórteres/editores de hoje em dia, e talvez seja por isso que fique tão irritado com os noticiários em geral. Perdoem-me os coleguinhas que prepararam o texto, que não conheço e nem deve ser culpa deles. Mas também acho que estou ficando velho e antiquado: "no meu tempo" a gente não assinava qualquer m..., nem fazia questão. Ter o nome estampado no jornal era mérito, a gente tinha que parir (sim: conceber, gestar, nutrir, dar à luz) uma reportagem minimamente elaborada.

Por exemplo, nesse caso aí da dinamite. Os repórteres descobriram que se trata de "explosivo comercial de venda controlada", mas pararam por aí. Ora, entre outras perguntinhas básicas: Quem vende? Quem controla? Como é feito? Quanto disso é comercializado por dia/mês/ano? O que tem a dizer o responsável pela venda/controle? Ainda: qual o potencial destrutivo de 25 kg desse explosivo (fala, especialista!) -- e portanto -- qual o risco que correram os incautos que recolheram algumas peças?

Parece que falta a curiosidade, o espírito de investigação. Ah, mas investigar é para a polícia, né? Mas, se algum assessor de imprensa não preparar a versão oficial, ficará o povo sem saber?

Especular sobre a origem dos explosivos e as intenções e razões de quem abandonou as bombas já fugiria demais da objetividade jornalística (que também anda matando a informação), embora o resultado pudesse ficar bem interessante. Que grande história haverá por trás do abandono desses explosivos?

Vamos ver como vai ficar na hora que a rapaziada não precisar mesmo de diploma.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nada de novo na terrinha...

Circulam por e-mail:

sábado, 12 de dezembro de 2009

Vai passar... quando?

"Dormia

a nossa pátria-mãe tão distraída

Sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações..."




quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Falou e disse...

"Nas crises, fica ainda mais patético ter um ministro tão desligado do tema. Edison Lobão disse inicialmente que era pane em Itaipu. Não era; foi na linha de transmissão. Disse que em 2001 o sistema não era interligado. Já era, há décadas; depois de 2001 foi reforçado. Disse que o apagão foi causado por problemas meteorológicos. O próprio governo depois negou. No início da noite, Lobão voltou a culpar o mau tempo. Isso é que dá escolher um ministro pela sua interligação com o sistema Sarney."
Miriam Leitão, sobre o apagão elétrico de terça, 10/11/09.

sábado, 7 de novembro de 2009

Ser pai...


Começou.
A escolinha de inglês do pré-pré-aborrecente resolve fazer a festa de Halloween na sexta-feira à noite, das 21h às 23h30...
Preparativos, maquiagem, e lá vai o menino a caráter, juntar-se a outros tantos meninos e meninas zumbis, vampiros, diabinhos, bruxinhas.
Claro que é o pai quem leva e principalmente busca, "a essa hora".
Quase meia-noite e em frente ao portão da escola reúne-se a tantos outros pais, naquele humor de quem já queria estar dormindo a horas, e que se resume na frase de outro pai a sua filha "bruxa":
"-- Eu disse pra tua mãe que não previsava vir te buscar... você tá com a vassoura dela..."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Virtual





"Garota robô é atração de feira em Curitiba".

Falante ela, não? Responde tudo direitinho. Quando aprender a fazer perguntas, poderá até ser repórter sem diploma.

Lembrei da história do cara que era tão mala, mas tão mala, que até a boneca inflável lhe dizia: "não enche!"
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cachorrada

Chamou minha atenção a enfática defesa que vem sendo feita no Twitter por vereadora de Curitiba para o projeto que prevê a "chipagem" de animais domésticos nesta capital ecológica. Cada animalzinho da cidade terá que receber e portar um chip contendo não só suas informações "pessoais", como também dados a respeito de seu dono.

Coisa de primeiro mundo, diz ela, na Europa já é feito há anos, um estímulo à "posse responsável" pois não dá para ter tantos cães e gatos soltos pelas ruas (e acrescento: já que os ecochatos conseguiram acabar com a carrocinha).
(Esse aí vai ser um chip-dog?)

Hum... A primeira pergunta que me ocorreu foi a respeito da privacidade. Quais dados do proprietário? E quem vai ter acesso a essas informações?

E a segunda pergunta: quem vai arcar com os custos? Quem pagará a conta? "São só R$ 5,00, e nas regiões mais pobres ficaria por conta da prefeitura..." Ou seja, quem paga, para variar é, neste caso, o cão-tribuinte...

E dá para imaginar que 5 reais será só o custo do chip propriamente dito, porque além de pagar pelo chip da cachorrada da periferia, no fim das contas infalivelmente o cidadão que paga imposto vai acabar custeando também um "Departamento Municipal de Leitura de Chip na Bicharada", ou algo que o valha.

E não é difícil imaginar a necessidade de a Prefeitura ter que gastar com a implantação de um setor específico da Guarda Municipal, especialmente treinado para garantir a segurança do pobre barnabé encarregado de chipar o luluzinho do traficante na Vila Pinto: "-- é chipe pra vigiar nóis, é?" Pensando bem, melhor só recolher a taxa de quem paga imposto... chipar pra que?

Ora, conforme informa a própria vereadora, são 450 mil cães em Curitiba, e deve ser mais ou menos o mesmo número de gatos, para nivelar por baixo. Aí já dá uns R$ 5 milhões de reais só em chips, o que necessariamente leva à terceira pergunta: no jargão jurídico, "quid prodest"? A quem aproveitará esse dinheiro, ou enfim, quem fabricará e quem venderá o chip (e agradecerá de joelhos à -- claro que acredito -- bem intencionada iniciativa da vereadora)?

E, por fim das dúvidas, isso tudo quer dizer que eu que já exerço a posse responsável (o pobre Homer jamais sai do quintal), vou enfim poder largar meu mascote nas ruas, que a Prefeitura responderá por sua segurança?

Melhor idéia: vamos chipar os políticos! Cada vez que um tiver uma idéia que onere (ainda mais) o contribuinte, o chip automaticamente autorizará uma redução correspondente na verbinha mensal do brilhante legislador.
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domingo, 20 de setembro de 2009

Pombas!

Os xiitas de gabinete do Ibama vetaram a "limpeza étnica" que a prefeitura de Londrina pretendia promover ao eliminar 48 mil pombos que empesteiam a cidade.

Sugestão aos londrinenses: dêem um jeito de concentrar a caca dos 48 mil pombos na cabeça dos ecochatos.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É proibido fumar

A exemplo de outras plagas, enfim Curitiba agora também tem lei municipal sancionada contra o fumo em recintos fechados (ou "fumígenos", aargh, como quer o press-release da Prefeitura), a vigorar em 90 dias, e também haverá uma lei estadual fechando o cerco.

É o poder público empurrando os fumantes para a rua (coisa que as empresas já vinham fazendo há tempos), ou para os locais de exceção, como os terreiros em que ficou permitido o "fumo ritualístico" -- o que evidencia que as pombas-gira têm mais poder político que os demais fumantes.

Mas praga não se combate por decreto, assim como não se decretam o bom senso e a educação, e logo haverá debate sobre o aumento dos zés e marias-fumaças (que já andam) pelas calçadas, ameaçando outros transeuntes com suas brasas em riste e insensatamente soprando seus dejetos pulmonares ao vento, e ao rosto dos demais, sob a falaciosa alegação de que não lhes restou nenhuma alternativa -- a não ser o "incômodo" de pararem de fumar.

E as bitucas? Adotarão os fumantes o saudável hábito de andar com saquinhos plásticos à mão, tal e qual (alguns) donos de cachorro, ou os garis passarão a ter mais trabalho, para que na primeira enxurrada os bueiros não se entupam? Ah, não, claro que logo alguém pensará na solução óbvia, uma licitação para comprar cinzeiros -- pagos pelos contribuintes!

Enquanto isso, os fabricantes e vendedores que lucram com a desgraça alheia prometem lutar na justiça pelo "respeito ao direito dos fumantes" e, claro, para manter seu rico negocinho de câncer em maços. Ora, quem quer respeito, dá-se o respeito.
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domingo, 2 de agosto de 2009

Falou e disse.

O contribuinte é o único cidadão que
trabalha para o governo sem ter de prestar concurso.
Ronald Reagan.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tempo, tempo

Chove bastante desde ontem, mas já vai parar.

Vem aí o sol, acompanhado do que os jornais mais ao sul estão chamando de "intensa massa de ar polar".

Neva na Argentina desde terça, e hoje cedo as temperaturas já foram negativas no RS.

Faltam cinco meses para o verão.
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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tuitando...

Depois de algum tempo reticente, enfim estou experimentando o Twitter. Legal, com moderação.

Sabendo antenar, é o que dizem ser, uma boa fonte de informações quentes, "furos" na nossa linguagem de jornalistas.

Por exemplo, sem ter visto em nenhum jornal por aqui, soube hoje, ao seguir as mensagens do Barack Obama, que os Estados Unidos acabam de lançar um programa para aumentar em 5 milhões, sim CINCO MILHÕES, a quantidade de pessoas diplomadas em cursos superiores, e já em 2020, daqui a dez anos portanto.

Enquanto isso, no Brazil, a zona corre solta no Congresso(apud Biquini Cavadão).
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Brrr...

Lá fora os termômetros marcam 10 graus, mas com o vento a sensação é de bem menos. E eu aproveito o intervalo do futebol para sair de baixo das cobertas, e da frente da TV, e explicar aqui que é esse frio que faz rarearem os posts... dá vontade não.
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terça-feira, 30 de junho de 2009

Carne moída


Cartaz da CIPA fixado na parede atrás do balcão do açougue do supermercado aqui do bairro:

"Mais vale a segurança na mão do que dois dedos voando".

Como dizia um colega jornalista, péssimo mau gosto.
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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Invisível

Roupa cinza, sinto-me invisível nessa Curitiba cor de chumbo.

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