Mostrando postagens com marcador Imprensa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Imprensa. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ovelha negra

O bom do jornalismo é que uma coisa puxa a outra.

A capa da Gazeta do Povo de 03 de setembro de 1976 (que eu fui buscar para preparar os posts anteriores) trazia a seguinte e sensacional notícia (provavelmente à guisa de exemplo para a juventude curitibana), sem a foto da lindinha, que acrescentei agora:

Juiz condena
Rita Lee a uma
ano de prisão

A cantora Rita Lee Jones, conhecida em todo o Brasil como uma das líderes do rock brasileiro, foi condenada ontem em São Paulo a um ano de prisão-albergue domiciliar pela 20.ª Vara Criminal da capital paulista. Além disso, a cantora deverá pagar multa de 50 vezes o maior salário mínimo vigente no país. Como na audiência anterior, centenas de fãs e curiosos se postaram à porta da 20.ª Vara Criminal para presenciar sua chegada. O promotor pediu a condenação da acusada, cuja alegação de que os cigarros encontrados em sua casa pertenciam a visitas, "era pueril". Os dois advogados que defenderam Rita Lee afirmaram que a artista deixara o vício há tempos e que a substância entorpecente encontrada recentemente em sua residência pertencia certamente a uma possível visita de artistas que a freqüentam.

KKKKKKKKKKKKKKKKK.

A imprensa que frustra

O assunto agora é jornalismo, e embora há muito tempo afastado dessas lides vou dar um pitaco no que hoje eu entendo um pouquinho: a "grande" imprensa dedicou só 12 linhas ao assunto dos explosivos encontrados em Curitiba, embora tenha destacado 2 "repórteres" para a "investigação", assim entre aspas mesmo.

Parece que sou mais curioso do que os pauteiros/repórteres/editores de hoje em dia, e talvez seja por isso que fique tão irritado com os noticiários em geral. Perdoem-me os coleguinhas que prepararam o texto, que não conheço e nem deve ser culpa deles. Mas também acho que estou ficando velho e antiquado: "no meu tempo" a gente não assinava qualquer m..., nem fazia questão. Ter o nome estampado no jornal era mérito, a gente tinha que parir (sim: conceber, gestar, nutrir, dar à luz) uma reportagem minimamente elaborada.

Por exemplo, nesse caso aí da dinamite. Os repórteres descobriram que se trata de "explosivo comercial de venda controlada", mas pararam por aí. Ora, entre outras perguntinhas básicas: Quem vende? Quem controla? Como é feito? Quanto disso é comercializado por dia/mês/ano? O que tem a dizer o responsável pela venda/controle? Ainda: qual o potencial destrutivo de 25 kg desse explosivo (fala, especialista!) -- e portanto -- qual o risco que correram os incautos que recolheram algumas peças?

Parece que falta a curiosidade, o espírito de investigação. Ah, mas investigar é para a polícia, né? Mas, se algum assessor de imprensa não preparar a versão oficial, ficará o povo sem saber?

Especular sobre a origem dos explosivos e as intenções e razões de quem abandonou as bombas já fugiria demais da objetividade jornalística (que também anda matando a informação), embora o resultado pudesse ficar bem interessante. Que grande história haverá por trás do abandono desses explosivos?

Vamos ver como vai ficar na hora que a rapaziada não precisar mesmo de diploma.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Virtual





"Garota robô é atração de feira em Curitiba".

Falante ela, não? Responde tudo direitinho. Quando aprender a fazer perguntas, poderá até ser repórter sem diploma.

Lembrei da história do cara que era tão mala, mas tão mala, que até a boneca inflável lhe dizia: "não enche!"
.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É proibido fumar

A exemplo de outras plagas, enfim Curitiba agora também tem lei municipal sancionada contra o fumo em recintos fechados (ou "fumígenos", aargh, como quer o press-release da Prefeitura), a vigorar em 90 dias, e também haverá uma lei estadual fechando o cerco.

É o poder público empurrando os fumantes para a rua (coisa que as empresas já vinham fazendo há tempos), ou para os locais de exceção, como os terreiros em que ficou permitido o "fumo ritualístico" -- o que evidencia que as pombas-gira têm mais poder político que os demais fumantes.

Mas praga não se combate por decreto, assim como não se decretam o bom senso e a educação, e logo haverá debate sobre o aumento dos zés e marias-fumaças (que já andam) pelas calçadas, ameaçando outros transeuntes com suas brasas em riste e insensatamente soprando seus dejetos pulmonares ao vento, e ao rosto dos demais, sob a falaciosa alegação de que não lhes restou nenhuma alternativa -- a não ser o "incômodo" de pararem de fumar.

E as bitucas? Adotarão os fumantes o saudável hábito de andar com saquinhos plásticos à mão, tal e qual (alguns) donos de cachorro, ou os garis passarão a ter mais trabalho, para que na primeira enxurrada os bueiros não se entupam? Ah, não, claro que logo alguém pensará na solução óbvia, uma licitação para comprar cinzeiros -- pagos pelos contribuintes!

Enquanto isso, os fabricantes e vendedores que lucram com a desgraça alheia prometem lutar na justiça pelo "respeito ao direito dos fumantes" e, claro, para manter seu rico negocinho de câncer em maços. Ora, quem quer respeito, dá-se o respeito.
.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais cronistas, por favor...

Achei excelente este texto sobre a razão para a perda de leitores pelos jornais, fenômeno que pelo visto é universal.

Reproduzo somente a ótima conclusão, mas vale a pena ler a íntegra no site "Libro de Notas - diário de los mejores contenidos de La Red en español", link aí do lado ou aqui.

Um grande incentivo aos blogueiros:
"Los periódicos insisten en vaciar sus redacciones. Estoy de acuerdo en eso, pero no en cómo lo están haciendo. En lugar de despedir a la gente la deberían de echar a la calle para que contaran su ciudad. Hoy en día, con el correo electrónico, no hace ninguna falta pasarse por la redacción más que un par de ratos cada semana. El resto del tiempo, hay que pasarlo buscando algo que contar, y escribiéndolo.

Queda claro, ¿no? Hay que recuperar el cronista urbano."
.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Falou e disse!

Eloqüente manifestação de um sentimento geral.

Luiz Carlos Prates é jornalista do Grupo RBS (RS e SC).




Observação: os pilantras têm tanta sorte que apareceu a gripe para tomar conta do noticiário.
.

quinta-feira, 26 de março de 2009

21 anos

Em 26 de março de 1988, numa noite de calor e lua cheia esplendorosa em Curitiba, eu recebia meu primeiro diploma universitário, orgulhosamente na primeira turma da história da UFPR a ter sua formatura realizada nas escadarias do prédio da Praça Santos Andrade.

Hoje acho que já posso dizer a quem está começando: vestibular, faculdade, diploma, é isso mesmo, só o começo.
.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Rei posto

Já que o assunto é jornalismo.

Consta que Francisco, o dono do jornal, era extremamente rigoroso com tudo que viesse a ser publicado.

Ontem, no primeiro domingo após seu falecimento, na ânsia de mais uma entre tantas homenagens nas próprias páginas, o nome dele saiu lá assim, em letras razoavelmente grandes: "Franacisco".

É uma página a ser guardada.
.

Ato extremo

Acho que já comentei aqui que é costume de alguns jornais não publicarem determinadas notícias, suicídios entre elas, pois entendem que a divulgação estimularia novos casos.

Hoje cedo a menina foi pra escola -- e que escola, uma das maiores da cidade, católica ao extremo -- e antes mesmo de as aulas começarem já havia, digamos, partido desta por conta própria.

O plantão policial da tevê deu a notícia logo cedo, sem detalhes. O site da gazetona não publicou nada até agora, e o outro grande jornal da cidade chamou de "fatalidade", sem nenhuma alusão a suicídio. Um terceiro menos lido questiona o risco para os outros alunos, pelo fato de alguém ter entrado armado na escola.

Por outro lado, mais de um blog publicou a notícia (veja este exemplo), e alguns comentários -- supostamente feitos por colegas da infeliz -- são ricos em detalhes e até algumas especulações, e debates sobre a culpa da escola, dos pais, da sociedade, mas a notícia logo saiu de destaque.

O ponto é: com a velocidade da internet, ainda adianta os jornais quererem esconder notícias?
.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sem compromissos

Muito bem feito e interessante o material comemorativo do aniversário de 90 anos da Gazeta do Povo, o jornalão aqui da terra.

A "cápsula do tempo" é ótima ao reproduzir registros do jornal ao longo dos anos, como a história do acidente relatado na edição de 11 de julho de 1928: no centro da cidade, de madrugada, um carro caiu de uma ponte. Conduzia "rapazes solteiros e moças sem compromissos".

Sim, a vó de alguém já era descompromissada.
.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A vida como ela é

Aconteceu em Curitiba, um legítimo "barraco", um escândalo "federal":

"Policial e juíza são presos após bebedeira". A história é hilária, não deixem de ver os detalhes no link: juíza desajuizada, longe da sua vara, portanto ávida por outra, e um policial em busca da perseguida, arrombam quarto ocupado por velhinha.

Acho que nem o Protógenes nos seus dias de ilustre desconhecido teria pensado num roteiro desses, sobre as promíscuas relações entre a polícia e o judiciário.
.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Pacto pela vida

Quando eu trabalhava em redação de jornal, há "séculos", havia uma espécie de "pacto pela vida", que envolvia mesmo os jornais mais sangrentos, digo, aqueles destinados à cobertura policial: não se dava destaque ou mesmo não se publicava nada sobre suicídios. Acho que isso ainda permanece, é raro ver notícia sobre quem se mata.

A motivação era o entendimento, não lembro se comprovado, que a divulgação desse tipo de notícia encorajava potenciais suicidas a também cometerem o ato extremo. Sempre tem algum maluco que se sente estimulado pelo ato de outro maluco, e assim por diante. Pelo sim, pelo não, não é notícia.

Esse tipo de atitude da imprensa, de evitar o sensacionalismo e cuidar mais do que é publicado, ou de como é publicado, deveria ser no mínimo estudado em relação a notícias que envolvem menores de idade.

É o que me sugere a ampla repercussão dos casos de violência contra menores, culminando neste fim de semana com o 4º caso de violência contra criança em um mês em Curitiba. E olhem que o Paraná é só o nono Estado no ranking (!!!!) de denúncias de violência contra menores.

Não me refiro a esconder as mazelas dos leitores inteligentes, nem de mostrar só as "boas coisas", como o molusco já disse que gostaria de ver. Mas há formas e formas de noticiar.
.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Terceirona


Ainda o futebol, como pretexto.

O time vai mal, aparentemente os jogadores vão para a balada antes, durante e depois de mais uma derrota e, pior, são flagrados e de novo viram notícia negativa.

O que faz a diretoria ?
Proíbe os atletas de darem entrevista. Sim, a culpa é da Imprensa...

Lembra o sujeito que fica sabendo que a mulher o trai no sofá da sala. Assim que chega em casa, toma uma atitude: tira o sofá da sala.
.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Muito carma nessa hora

O pai da adolescente Eloá, assassinada pelo ex-namorado, não se chama Aldo, conforme é conhecido em Santo André. Chama-se Everaldo Pereira e é foragido da Justiça alagoana. Ele é acusado de ter sido um dos matadores do então poderoso delegado Ricado Lessa, irmão do ex-governador Ronaldo Lessa (PSDB), em 1991. Everaldo Pereira foi cabo da Polícia Militar e era temido no mundo da violência. Ele teria sido convocado para assassinar o delegado Ricardo Lessa , também conhecido por sua violência, após uma briga deste com o então coronel Manoel Cavalcante (hoje cumprindo pena por diversos crimes), espécie de chefão do "sindicato do crime". O suposto cúmplice de Everaldo, conhecido por "Cição", chegou a ser preso, mas ele se escafedeu até que sua imagem, desfalecido, foi apresentada como sendo Aldo, o pai de Eloá. Isso explica a ausência de Everaldo da maior parte do noticiário sobre o seqüestro de Santo André, afinal ocorrido em sua própria casa, e também no velório da adolescente, na manhã desta terça-feira.
Do site de Cláudio Humberto (link aí do lado), mas outros também noticiaram isso.
.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Meio cheio

Na reportagem sobre fiscalização na fronteira: "só ontem (...) foram apreendidas mercadorias suficientes para encher metade de um caminhão".

Às vezes, só às vezes, eu gostaria de ser como os 99% que nem percebem essas bobagens.
.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Bom pra sapo

O jornal popular estampa a loirinha de biquini, segurando uma prancha com o brasão da cidade, "curitibana campeã de surfe", ou coisa que o valha.

Lindinha, mas tá. Quem não conhece vai até ficar achando que faz sol por aqui.

No jornal da manhã, a constatação: já são sete fins de semana com chuva. E o meteorologista ainda sai com esta: "os próximos dias serão quentes, mas não tão quentes. Após a chuva esfria um pouquinho, depois aquece, depois chove, depois esfria um pouquinho a aí vai... nós só vamos ter sossego mesmo é quando acabar o VERÃO"!!!!

Socorro, nem bem começou a primavera...
.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Exposição

Na segunda-feira, 13, o lindembergue teve um piti e sequestrou a namoradinha. Agora à tarde, três dias e muiiiitas fotos depois, alguém do portal Terra aparentemente se tocou que a menina tem só 15 anos e, portanto, é "dimenor"... e só agora passou a borrar o rosto da criança nas fotos...
.