segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Hexa

Parabéns aos são-paulinos!

Não é fácil vencer o campeonato brasileiro por pontos corridos, então o que dizer do clube que consegue a façanha três vezes consecutivas?

É a vitória da organização, da competência, do dinheiro, da qualidade e da determinação, quiçá um pouco de "pressão" legítima por debaixo dos panos. E não basta um ou outro atributo, tem que ter todos juntos.

Veja- se o Grêmio, para quem torço, vice com orgulho, afinal há 18 torcidas menos felizes hoje (e inclusive porque não é sempre que se termina a competição 18 pontos à frente do campeão sul-americano, e de tudo).

Pois ao final de longos meses de competição a diferença entre o tricolor do sul e o campeão ficou em meros três pontos, ou seja, uma vitória ou três empates a mais, ou uma derrota a menos, em 38 jogos. Na reta final, faltou algum atributo, sabe-se lá o que...

Mas, futebol é isso mesmo, o mais importante é a diversão, ano após ano. Em janeiro já começam os estaduais, e logo depois a Libertadores. Sorry, desclassificados.

Alguns registros sobre o assunto:

-> Durante os jogos ontem, na vizinhança, muitos foguetes a cada gol do Atlético, e apenas um solitário grito no gol impedido do Borges.

-> Logo após os jogos, saí de casa para ir ao mercado. Em toda a extensão da movimentada Av. N. Sra. da Luz, que liga o norte ao leste de Curitiba, apenas um Fiat Palio, com um casal e duas crianças, em que se estava festejando, com a bandeira do campeão ao vento; placas de Curitiba, comportamento nem tanto. Entre os demais, nem um aceno, nem uma buzinada dos demais, apenas a indiferença dos curitibanos.

-> No mercado e na lanchonete, à noite, algumas camisas do Coxa, muitas do Atlético, e uma ou duas do São Paulo, e nenhuma festa.

-> No trabalho hoje cedo, o único são-paulino entre 30 pessoas se expôs a aparecer com a camisa tricolor; ficou meio sem-graça em meio à maioria de aliviados atleticanos. Aliás, interessante teoria de um desses rubro-negros paranaenses: o campeonato brasileiro é uma corrida de fuscas, em que fica no mínimo estranho os torcedores ficarem festejando muito a vitória da ferrari São Paulo.

-> A colunista Barbara Gancia, de a Folha de S. Paulo, lança em seu blog a campanha para oficializar o bambi como mascote do SPFC. Só por isso a ilustração deste post, nada mais.
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4 comentários:

  1. Caro Nando, posso estar por fora, mas por que seria assim tão comum ter tantos são-paulinos em Curita? Só conheço o Gustavão, mas achei que era exceção! Não me diga, quer dizer que os curitibanos são assim tão civilizados? Não buzinam, nem fazem bagunça nessas comemorações? Acho que preciso mudar para Curitiba, pois em São Paulo é só grotesquice em cima de grotesquice, rsrs! Abraço! PS: Realmente, o bambi é dispensável!

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  2. Altamir, perdoe a falta de clareza. Já dei uma editada no texto, na esperança de esclarecer.
    De fato eu quis dizer que aparentemente são poucos os "curitibanos são-paulinos", ou "são-paulinos curitibanos" (preciso perguntar pro Gustavo o que são), pelo menos na região mais central onde eu circulo. Não sei dos bairros...
    E esses poucos, ontem e hoje também, são, ou estão, isolados, solitários com suas camisas: não se vê grupos festejando.
    Curitibano faz festa sim, mas para os clubes daqui, e como não é o caso...
    Aliás, para você ter uma idéia, no restante do Paraná pouco se torce para Coxa, CAP ou Paraná. Predominam os torcedores de clubes paulistas no norte (Londrina e região) e os gaúchos no Sudoeste e no Oeste, de onde eu venho.

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  3. PS., sobre a indiferença.
    Diz a lenda que, aqui, se Você entrar num elevador com alguém, e ele lhe der bom dia, pode ter certeza que não é curitibano.

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  4. Ps2, sobre o bambi, inevitável.

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